News

22/07
2005

Selic leva dívida a R$ 905,5 bi

A dívida interna do governo em títulos públicos subiu 11% no primeiro semestre deste ano, atingindo novo recorde de R$ 905,5 bilhões. O que mais contribuiu para a alta de R$ 95,2 bilhões da dívida desde o início do ano foram os sucessivos aumentos da taxa de juros básicos (Selic) pelo BC - Banco Central, já que mais da metade dos títulos públicos em poder do mercado é corrigida pela taxa. Em maio, a dívida somava R$ 887,9 bilhões. Embora a crise política tenha se agravado nos últimos dias, o governo ainda não identifica reflexos no cenário econômico que comprometam a gestão da dívida. O coordenador da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse que a administração continua dentro do planejado e considerou positivo o resultado do primeiro semestre. "Parte do aumento também reflete a estratégia do Tesouro de fazer mais reservas de recursos", explicou.
21/07
2005

Compras de bens de capital no exterior aumentam 26%

Impulsionadas pela valorização do real frente ao dólar, as importações de bens de capital cresceram 26% em junho, em comparação ao mesmo mês do ano passado. De US$ 1,01 bilhão registrados em junho de 2004, as compras saltaram para US$ 1,34 bilhão, de acordo com os dados do MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O primeiro semestre, com compras no valor de US$ 7,044 bilhões, também registra alta de 27,2% em relação ao mesmo período do ano passado, com importações no valor de US$ 5,537 bilhões. Compreende-se como bens de capital, máquinas e equipamentos utilizados na produção de outros bens. Em junho, as aquisições de equipamento móvel de transporte aumentaram 65,8%; maquinaria industrial, 43,8%; partes e peças para bens de capital para a indústria, 16,2%; acessórios de maquinaria industrial, 16,0%; e máquinas e aparelhos de escritório e serviço científico, 10,4%. Os bens de capital fazem parte das importações por "categoria de uso", que inclui bens de consumo duráveis, bens de consumo não duráveis, bens intermediários e combustível e lubrificantes.
21/07
2005

Copom mantém Selic e não sinaliza queda

O Copom - Comitê de Política Monetária, manteve, pelo segundo mês consecutivo, a taxa Selic em 19,75% ao ano, sem viés. Amplamente esperada, a decisão foi unânime e reforça a intenção do Banco Central, mencionada na ata do mês passado, de deixar os juros inalterados por um "período longo de tempo". Apesar da manutenção da Selic, o juro real sobe para 14,08%. Isso porque a projeção para o IPCA nos próximos 12 meses - base de cálculo - recuou para 5,67%. Em breve nota, o Copom informou que "avaliou as perspectivas para a trajetória de inflação" - ou seja, se os índices não estivessem em queda, poderia impor-se a hipótese de elevação da Selic.
21/07
2005

Greve da Receita não afeta operações em Santos

O primeiro dia da greve dos técnicos do Tesouro Nacional, da Receita Federal, não teve efeito nas operações de liberação de cargas no Porto de Santos e nos embarques das mercadorias nos navios, avaliaram ontem representantes dos sindicatos dos Despachantes Aduaneiros de Santos e das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Prevista para terminar amanhã, a paralisação terá um efeito mais longo, pois no fim-de-semana a Alfândega só trabalha em esquema de plantão, dificultando o desembaraço de mercadorias no período. Os técnicos da Receita que entraram em greve são os responsáveis por receber os documentos que tramitam na liberação aduaneira. Cabe a eles repassar a demanda aos agentes, que por sua vez devem se dirigir ao local e proceder à fiscalização física.
20/07
2005

SP amplia para ICMS facilidades da MP do Bem

O Estado de São Paulo publicou um decreto que, na prática, estende facilidades do ICMS - Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços às indústrias paulistas beneficiadas pela "MP do Bem", medida do governo federal que suspendeu a cobrança de tributos a empresas altamente exportadoras. São Paulo irá conceder suspensão do ICMS na importação de insumos em território paulista, além do diferimento do imposto na aquisição de insumos adquiridos de fornecedores paulistas. As facilidades ficarão restritas às empresas reconhecidas pela legislação federal como "preponderantemente exportadoras" e que já estejam previamente habilitadas pela Receita Federal, com a suspensão dos tributos federais. As preponderantemente exportadoras são as que têm 80% ou mais de sua receita bruta originadas das exportações.