News

17/02
2006

Depois de 6 anos, saldo ameaça cair

A balança comercial de fevereiro poderá trazer uma má notícia. Dados preliminares apontam que o saldo acumulado nos últimos 12 meses (março de 2005 a fevereiro de 2006) registrará uma queda, em comparação com os 12 meses imediatamente anteriores (fevereiro de 2005 a janeiro de 2006). Se confirmada essa estimativa, será interrompida uma série de altas sucessivas no saldo comercial que vem pelo menos desde o ano 2000. Será, também, primeira evidência mais clara de perda de fôlego do comércio exterior brasileiro. O risco de queda no saldo comercial foi discutida ontem numa reunião do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, com o diretor de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, Roberto Giannetti da Fonseca. "Nos preocupa muito o risco de a exportação perder o dinamismo", comentou Giannetti. "Sinto que com esse câmbio o setor exportador não vai crescer este ano." A solução para conter a queda do dólar seria reduzir a taxa de juros de forma mais agressiva. "Mas isso, só vendo para crer." Como alternativa, a Fiesp apresentou propostas para modernizar a legislação do câmbio, que foram transformadas em um projeto de lei que tramita no Senado. Mas é uma solução de longo prazo, reconhece.
16/02
2006

Juros brasileiros são os maiores do mundo, diz jornal

A análise de dados de 107 países fornecidos pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) revela que os juros cobrados pelos bancos brasileiros são os mais altos em todo o mundo. Segundo os números - referentes ao segundo trimestre de 2005, já descontando a inflação acumulada nos 12 meses anteriores, a taxa real cobrada pelas instituições bancárias do País é de 44,7% ao ano. A taxa básica de juros brasileira (Selic), determinada pelo Banco Central, é atualmente de 17,25% anuais. A média mundial da taxa real de juros é de 7,4%, sem levar em conta o peso de cada economia. O Brasil faz parte do grupo de cinco países que superam a marca de 20% anuais, enquanto 81 das 107 nações analisadas oferecem taxa anual 10% menor. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) responsabiliza o governo e atribui os juros altos à carga tributária, ao recolhimento compulsório e à dívida pública.
16/02
2006

20 setores pedem proteção contra China

O acordo firmado entre Brasil e China para imposição de cotas às compras de têxteis chineses pelos importadores brasileiros abriu caminho para acordos semelhantes em outros setores. Cerca de 20 outras categorias de produtos são candidatas a proteção contra a competição de mercadorias chinesas, informou ao o secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Ivan Ramalho. As autoridades da China informaram ao governo brasileiro que estão dispostas a negociar acordos semelhantes ao dos têxteis para evitar a imposição de salvaguardas contra os produtos do país . "A China não tem esse tipo de acordo (de cotas) para outros produtos industriais com nenhum outro país", afirmou Ramalho. No acordo sobre têxteis, o Brasil incluiu um parágrafo, o quarto, com a previsão de que ocorrerão as negociações para os demais setores ameaçados pela concorrência chinesa. Fabricantes de calçados, armações de óculos, máquinas para produção de plásticos e brinquedos já anunciaram seus pedidos de salvaguardas contra os chineses. Ramalho diz não poder confirmar que setores serão os candidatos à negociação. Ele alerta que os empresários deveriam usar mais o acordo geral de salvaguardas previsto pela OMC - Organização Mundial do Comércio, para evitar que, em alguns casos, a restrição aos produtos chineses sirva somente para abrir caminho a concorrentes de outros países.
16/02
2006

CNI endossa preocupação de Furlan com exportações

O presidente da CNI - Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, disse que compartilha as preocupações com o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, quanto à perda de fôlego das exportações provocadas pela baixa cotação do dólar. "Ele detectou sinais que alguns setores estão perdendo o fôlego e nós já alertamos sobre isso."
15/02
2006

Indústria propõe reformulação no comércio exterior

O Coscex - Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo vai se valer do ano eleitoral para propor reformas ao que chama de ?processo decisório do comércio exterior brasileiro?. De acordo com o dirigente do Coscex, Rubens Barbosa, a entidade vai encaminhar a todos os candidatos à Presidência da República uma proposta para implementação de uma secretaria de comércio internacional. ?Os objetivos básicos são estabelecer um comando único para o comércio exterior, bem como a ampliação desta coordenação, por meio do fortalecimento da Camex - Câmara de Comércio Exterior ?, afirmou Barbosa. Para o ex-embaixador, a proposta tentará evitar a crescente politização das negociações comerciais, que nem sempre correspondem ao interesses do setor privado.