News

20/02
2006

Importação de bens de capital é a maior desde 1997

A importação de bens de capital teve o maior crescimento ano passado (21,4% em quantidade) desde 1997. O câmbio fraco favorece a compra de produtos no exterior e o risco país em baixa facilita os financiamentos às importações. Para a Fundação Centro de Estudos em Comércio Exterior (Funcex), começa a haver um processo de troca de produto nacional por importado. "A importação destes itens está em ritmo mais forte do que a produção doméstica. Sai o nacional e entra o importado, o que tem a ver com o fator câmbio", diz o economista da Funcex, Fernando Ribeiro. Ele lembra, ainda, que houve baixo crescimento do investimento em 2005 e diz que se o dólar continuar neste patamar baixo e a economia crescer em ritmo mais forte que no ano passado, a tendência vai se acentuar este ano.
20/02
2006

Exportadoras estão sujeitas à bitributação

No meio da interminável discussão de acordos internacionais em que o Brasil é ator, como Alca, Mercosul e com a União Européia, advogados apontam que os tratados bilateriais de comércio poderiam ser melhor explorados para facilitar negócios internacionais. O Brasil tem atualmente 25 acordos celebrados com as principais economias mundiais, com exceção dos Estados Unidos, com o objetivo de evitar a dupla tributação em operações internacionais ? o que aumenta os gastos das empresas ?, mas também para coibir a sonegação fiscal. O número, entretanto, é considerado insuficiente pelo advogado tributarista Rodrigo Maitto da Silveira, ele acredita que a legislação tributária brasileira é deficiente e pouco atrativa para os investidores internacionais. A justificativa é simples. Segundo o advogado, toda empresa multinacional que deseja investir em outro país faz antes uma profunda análise da economia local e da legislação interna, principalmente dos aspectos tributários. E, se for constatada uma excessiva carga de impostos, transfere seus recursos para um local que ofereça mais vantagens fiscais.
17/02
2006

Real deve se manter valorizado, vê analista

A isenção tributária para os ganhos de investidores estrangeiros com aplicações em renda fixa e títulos públicos pode ser mais uma fonte de valorização do real, segundo alguns analistas. Outros, entretanto, defendem a posição de que há uma tendência estrutural à valorização cambial há três anos, devido ao crescimento do saldo da balança comercial e à queda do risco-país. Ontem, a cotação da moeda americana fechou em R$ 2,116. No ano, o dólar teve desvalorização de 8,99% ante o real, sendo que em apenas 15 dias de fevereiro a queda foi de 4,47%. Natan Blanche, especialista em câmbio da consultoria Tendências, diz que houve uma aceleração da apreciação do real nos últimos 15 dias, desde que o secretário do Tesouro, Joaquim Levy, anunciou a intenção do governo de zerar a alíquota de IR sobre ganho de capital na renda fixa para investidores estrangeiros. "O mercado sempre antecipa tendência. Houve um movimento baseado em expectativa, mas daqui para a frente o que vai ocorrer é uma valorização do real compatível com o fluxo normal das transações correntes", observa.
17/02
2006

Novo diretor alerta contra protecionismo

O novo diretor da OCDE - Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico, José Angel Gurría, disse que as pressões protecionistas poderão se manifestar se não forem feitos progressos para a conclusão bem-sucedida da última rodada das conversações sobre comércio global na OMC - Organização Mundial do Comércio. Ele também enfatizou o risco para a economia mundial de excessivos desequilíbrios entre países com déficits e superávits que se forem deixados sem controle, poderão provocar uma crise de confiança entre os detentores de ativos em dólares. "Se não fizermos progresso suficientes na rodada sobre comércio, haverá o perigo de que o protecionismo poderá surgir porque em questões comerciais se não avança, se regride", afirmou Gurría para a Anglo-American Press Association, em Paris.
17/02
2006

Governo não repassará os fundos da Lei Kandir

O governo federal mandou avisar aos governadores que não efetuará os repasses do fundo de compensação das exportações (popularmente conhecido como fundo da Lei Kandir) mesmo que o Congresso inclua no Orçamento de 2006 os R$ 5,2 bilhões reivindicados pelos Estados. A decisão, anunciada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Murilo Portugal, foi recebida como uma declaração de guerra pelos secretários estaduais de Fazenda. "Ele (Portugal) disse que mobilizaria a base do governo para rejeitar qualquer fonte de recursos para a Lei Kandir", disse o deputado Anivaldo Vale (PSDB-PA), um dos sub-relatores do Orçamento que esteve no Ministério da Fazenda conversando com Portugal.