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22/07
2005

Demora em patentes tira a competitividade das empresas

Lentidão do INPI já acarreta perdas e deixa o Brasil para trás na corrida pelo mercado global. A demora na obtenção de marcas e patentes no Brasil além de deixar o País para trás na corrida pela inovação tira a competitividade das empresas. Para o membro do conselho de administração da Amcham - Câmara Americana de Comércio e presidente da Força Tarefa de Propriedade Intelectual, Geraldo Barbosa, a interdependência entre países e empresas é uma das principais armas para o desenvolvimento e a inserção no mercado internacional. Uma defesa eficiente da propriedade intelectual é chave para o desenvolvimento da indústria. No entanto, a demora no Brasil para se obter uma marca é de cerca de dez anos. Se a solicitação for por patente o prazo pula para 12 anos. Para ele, a lentidão do INPI - Instituto Nacional de Propriedade Industrial já acarreta perdas às empresas nacionais e deixam o Brasil para trás na corrida pelo mercado global.
22/07
2005

Selic leva dívida a R$ 905,5 bi

A dívida interna do governo em títulos públicos subiu 11% no primeiro semestre deste ano, atingindo novo recorde de R$ 905,5 bilhões. O que mais contribuiu para a alta de R$ 95,2 bilhões da dívida desde o início do ano foram os sucessivos aumentos da taxa de juros básicos (Selic) pelo BC - Banco Central, já que mais da metade dos títulos públicos em poder do mercado é corrigida pela taxa. Em maio, a dívida somava R$ 887,9 bilhões. Embora a crise política tenha se agravado nos últimos dias, o governo ainda não identifica reflexos no cenário econômico que comprometam a gestão da dívida. O coordenador da Dívida Pública do Tesouro Nacional, Paulo Valle, disse que a administração continua dentro do planejado e considerou positivo o resultado do primeiro semestre. "Parte do aumento também reflete a estratégia do Tesouro de fazer mais reservas de recursos", explicou.
21/07
2005

Compras de bens de capital no exterior aumentam 26%

Impulsionadas pela valorização do real frente ao dólar, as importações de bens de capital cresceram 26% em junho, em comparação ao mesmo mês do ano passado. De US$ 1,01 bilhão registrados em junho de 2004, as compras saltaram para US$ 1,34 bilhão, de acordo com os dados do MDIC - Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O primeiro semestre, com compras no valor de US$ 7,044 bilhões, também registra alta de 27,2% em relação ao mesmo período do ano passado, com importações no valor de US$ 5,537 bilhões. Compreende-se como bens de capital, máquinas e equipamentos utilizados na produção de outros bens. Em junho, as aquisições de equipamento móvel de transporte aumentaram 65,8%; maquinaria industrial, 43,8%; partes e peças para bens de capital para a indústria, 16,2%; acessórios de maquinaria industrial, 16,0%; e máquinas e aparelhos de escritório e serviço científico, 10,4%. Os bens de capital fazem parte das importações por "categoria de uso", que inclui bens de consumo duráveis, bens de consumo não duráveis, bens intermediários e combustível e lubrificantes.
21/07
2005

Copom mantém Selic e não sinaliza queda

O Copom - Comitê de Política Monetária, manteve, pelo segundo mês consecutivo, a taxa Selic em 19,75% ao ano, sem viés. Amplamente esperada, a decisão foi unânime e reforça a intenção do Banco Central, mencionada na ata do mês passado, de deixar os juros inalterados por um "período longo de tempo". Apesar da manutenção da Selic, o juro real sobe para 14,08%. Isso porque a projeção para o IPCA nos próximos 12 meses - base de cálculo - recuou para 5,67%. Em breve nota, o Copom informou que "avaliou as perspectivas para a trajetória de inflação" - ou seja, se os índices não estivessem em queda, poderia impor-se a hipótese de elevação da Selic.
21/07
2005

Greve da Receita não afeta operações em Santos

O primeiro dia da greve dos técnicos do Tesouro Nacional, da Receita Federal, não teve efeito nas operações de liberação de cargas no Porto de Santos e nos embarques das mercadorias nos navios, avaliaram ontem representantes dos sindicatos dos Despachantes Aduaneiros de Santos e das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar). Prevista para terminar amanhã, a paralisação terá um efeito mais longo, pois no fim-de-semana a Alfândega só trabalha em esquema de plantão, dificultando o desembaraço de mercadorias no período. Os técnicos da Receita que entraram em greve são os responsáveis por receber os documentos que tramitam na liberação aduaneira. Cabe a eles repassar a demanda aos agentes, que por sua vez devem se dirigir ao local e proceder à fiscalização física.