News

22/03
2006

Camex avalia medidas para facilitar as importações

A Camex - Câmara de Comércio Exterior, vai recomendar a diversos ministérios a adoção de novas medidas para facilitar importações. A idéia é incrementar as compras externas para tentar ajudar na revalorização do dólar em relação ao real. "Estou iniciando consultas com vários ministros das áreas específicas", revelou Mário Mugnaini, secretário-executivo da Camex, ao Estado. Segundo ele, um dos elementos que têm contribuído para a valorização do real é a alta taxa de juros no País. "Mas, quanto a isso, não posso fazer nada", argumentou. Segundo ele, o que pode ajudar é o governo adotar iniciativas que facilitem a importação de alguns produtos que possam influenciar no câmbio. "Não estamos falando em aumentar a importação de supérfluos ou brinquedos. O que acredito que podemos fazer é criar condições referentes aos impostos para aumentar as compras de produtos como bens de capital", explicou Mugnaini.
22/03
2006

Indústria reaquece e puxa a importação de insumos

As indústrias brasileiras aceleraram a importação de matérias-primas e insumos no primeiro bimestre deste ano. A quantidade importada de bens intermediários aumentou 14% em relação a igual período de 2005, segundo dados da Funcex - Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior. Esse ritmo é bastante superior à alta de 6% registrada no ano passado. Quando confrontado com a produção de bens intermediários no mercado interno, indica também um movimento de substituição de fornecedores domésticos por empresas de outros países.
22/03
2006

Decisões do Mercosul não valem no Brasil

Cerca de 38% de todas as decisões no âmbito do Mercosul ainda não foram internalizadas pelo Brasil. Isso significa que elas ainda não entraram em vigor no País, apesar dos acordos terem sido assinados pelo governo brasileiro. No caso da primeira etapa da PTC - Política Tarifária Comum do Mercosul, o decreto está com os prazos vencidos, já foi sancionado na Argentina desde o ano passado, mas não está em vigor porque está parado na Casa Civil brasileira há mais de quatro meses. ?O Brasil sempre teve uma dificuldade para internalizar acordos do Mercosul. Isso é ruim porque o setor privado muitas vezes acompanha as negociações, gera uma expectativa, vê a medida entrar em vigor nos outros países e aqui, nada?, lamentou a negociadora para assuntos do Mercosul na CNI - Confederação Nacional da Indústria, Lúcia Madeiro.
21/03
2006

Só senha dá a exportador acesso ao Porto de Santos

A Codesp - Companhia Docas do Estado de São Paulo, acaba de criar senha para os exportadores entrarem no Porto de Santos. A Guarda Portuária, órgão da Codesp, está autorizada, desde ontem, a barrar os caminhoneiros que não tiverem senhas e exigir a escala obrigatória em Cubatão, onde foi criado um megaestacionamento. Sem conseguir tocar os projetos para a melhoria da infra-estrutura, a medida foi a solução da Codesp para tentar evitar os congestionamentos na área portuária e na chegada a Santos, como o da semana passada. Segundo a Codesp, a sistema de senha só foi adotado após o descumprimento do acordo entre as autoridades portuárias e alguns exportadores, que teriam despachado número excessivo de caminhões para o terminal.
21/03
2006

Furlan critica fortemente plano da Fazenda

O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, fez duras críticas à proposta da Fazenda de abertura unilateral da economia através de cortes das tarifas de importação. Furlan disse que o plano defendido pela equipe do ministro Antonio Palocci "desconsidera a criação de empregos e a viabilidade econômica de setores que não são tão competitivos por conta do custo Brasil". Para Furlan, "não faz sentido" fazer concessões em meio às negociações da OMC - Organização Mundial de Comércio. Garantiu que o país não promoverá uma abertura da economia sem contrapartida das demais nações, porque a decisão teria que ser aprovada pelos ministros da Camex - Câmara de Comércio Exterior. "Esse é o momento de guardar no bolso as concessões que estudamos. No momento em que as ofertas do outro lado estiverem na mesa, nós estaremos em condição de dar uma contrapartida", disse o ministro, que participou ontem, em São Paulo, de seminário sobre a lei de inovação, promovido pelo Instituto Brasileiro de Convergência Digital.