News

31/07
2006

Produto brasileiro não é conhecido, revela pesquisa

A despeito de recentes esforços do governo, o Brasil continua a ser uma marca ainda timidamente vendida no exterior e pouco reconhecida lá fora entre consumidores potenciais. A imagem do país tem apelo "pouco útil" e limitado. É o que diz o consultor americano Simon Anholt, que apresentou na semana passada à Folha o último "Nations Brands Index" (Índice de Marcas das Nações), estudo que mede o poder de marca de 35 países, elaborado com a consultoria GMI (Global Market Insite). Na avaliação de Anholt, "o país tem uma imagem, em linhas gerais, positiva, no entanto pouco útil, produtiva ou realmente explorada pelo próprio país", diz. "Vocês vendem soja, carnes, mas também calçados, moda. Mas não conseguem somar tudo isso e costurar uma imagem de país de produtos de qualidade, de referência para certos segmentos."
31/07
2006

País fica no sistema de preferências

A representante Comercial dos Estados Unidos, Susan Schwab, garantiu que o governo do presidente George Bush não pretende retirar o Brasil do Sistema Geral de Preferências (SGP), que concede tarifas reduzidas para produtos industrializados específicos de alguns países em desenvolvimento. Na semana passada, logo após o encontro da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra, o presidente da Comissão de Finanças do Senado dos Estados Unidos, o deputado republicano Chuck Grassley, ameaçou retirar Brasil e Índia do SGP americano, pois, para ele, os dois países não apresentaram, na Rodada Doha, propostas razoáveis de abertura de seus mercados industriais. "Do ponto de vista da administração americana, o SGP dá benefícios a quem precisa dos benefícios", observa Susan. "O sistema existe para que os países se desenvolvam e a administração atual trabalha para estender o SGP".
31/07
2006

Pacote não fará dólar disparar

O pacote de medidas cambiais anunciado na semana passada pelo governo não vai fazer o dólar disparar, como gostariam os exportadores. Reconhecendo que as medidas não são de curto prazo, o presidente da Funcex e diretor de Relações Internacionais e de Comércio Exterior da Fiesp, Roberto Giannetti da Fonseca, afirmou na última sexta-feira, que o pacote "não é solução mágica para levar o dólar a R$ 2,80". Em palestra para empresários promovida pela Amcham-RJ, Giannetti lembrou os quatro principais pontos do pacote, que prevê reduzir em cerca de US$ 20 bilhões a entrada de dólares do País. Na teoria, isso favoreceria a alta na cotação da moeda norte-americana o que, por sua vez, beneficiaria a rentabilidade das exportações brasileiras. "Uma das grandes perguntas é se o pacote cambial vai ter efeito na taxa de câmbio. Que vai ter algum efeito, vai. Mas vai ser levemente marginal", afirmou. Na avaliação de Giannetti, o pacote não resolve a "disparidade cambial que afeta a rentabilidade das exportações". Para ele, enquanto os juros no Brasil estiverem em um nível elevado em relação ao mercado internacional, os investidores estrangeiros vão continuar a investir no País, já que juros altos proporcionam ganhos maiores. Assim, o fluxo de entrada de dólares vai continuar expressivo ? cenário que derruba a cotação da moeda
28/07
2006

ANVISA - COORDENADORIA DA VIGILÂNCIA SANITÁRIA DE PORTOS, AEROPORTOS E FRONTEIRAS - CVSPAF/SP - SÃO PAULO

Informamos que o Posto da ANVISA em São Paulo estará sem sistema até a próxima segunda-feira (31/07/2006). Por este motivo a ANVISA não está conseguindo protocolar os pedidos de deferimento de Licenças de Importação, Cumprimento de Pendências e Autorizações de Embarque, para encaminhamento aos Técnicos que analisam e aprovam estes procedimentos".
28/07
2006

Grande empresa ganha mais com pacote

A redução de custos de exportação, principal reflexo do pacote cambial, vai beneficiar quase com exclusividade as grandes empresas. E em especial as que são, ao mesmo tempo, exportadoras e importadoras; ou as multinacionais, estrangeiras ou brasileiras, com investimentos no exterior. Essas poderão se beneficiar mantendo parte da receita de suas exportações no exterior para pagamento de obrigações ou para custear empreendimentos em outros países. As pequenas e médias precisam internalizar os recursos para bancar investimentos e capital de giro. A exceção são as pequenas que também importam e podem ter alguma vantagem. A dedução é que o pacote deve elevar a concentração nas exportações.